Pressões políticas derrubam presidente do Banco do Brasil
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quinta-feira, 22 de março de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
Pressões políticas vindas do Palácio do Planalto forçaram ontem a saída do presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen. Homem de confiança do ministro da Fazenda, Pedro Malan, Zaghen era considerado inábil no tratamento de questões envolvendo interesses políticos do próprio governo e não teria jogo de cintura suficiente para atender a demandas de aliados governistas. O substituto de Zaghen será Eduardo Augusto Guimarães, ex-secretário do Tesouro Nacional e ex-presidente do Banespa, também amigo pessoal de Malan.
No BB a gente já sabe antes de pedir que a resposta é não, reclamou um operador político do presidente. A alegada inabilidade política juntou-se a problemas internos do BB para agravar a situação de Zaghen. O diretor de Finanças do banco, Vicente Diniz, nomeado por Zaghen, trombou mais de uma vez com outros diretores.
Na nota que divulgou à imprensa justificando sua saída, Zaghen atribuiu a decisão de deixar o BB à necessidade de manter a trajetória de sucesso da instituição de forma harmoniosa.
Apesar da pressão política que obrigou Malan a mudar a diretoria do BB, o ministro mostrou mais uma vez sua força no governo e além de nomear um homem de sua confiança para um cargo, fez Zaghen presidente do Conselho de Administração do BB, em substituição a Amaury Bier, secretário-executivo da Fazenda.


