São Paulo - O custo do trabalho tende a continuar pressionando a indústria em 2013, embora num ritmo um pouco menor que o registrado no ano passado. Para Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, a produção deve crescer 3,5%. ''Só que provavelmente a gente vai ver o emprego industrial meio que andando de lado, porque o setor tem uma certa ociosidade dos trabalhadores que ele reteve nos dois últimos anos'', diz o economista.
Além disso, o setor terá um alívio por causa das medidas de desoneração da folha de pagamentos. Para 15 setores, a desoneração entrou em vigor só a partir de agosto de 2012 e para outros 27 setores ela começou a valer em janeiro deste ano. ''É um alívio importante de custo para as empresas'', diz Borges.
Mesmo assim, a perspectiva continua sendo negativa para a indústria, afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. ''Continua havendo demanda forte e oferta limitada de mão de obra qualificada, que é mais necessária para a indústria do que para os serviços.''
Ele lembra que o crescimento da demanda por trabalhadores mais qualificados fez subir o salário geral dessas pessoas. ''O impacto tem sido maior para a indústria, porque o mundo ficou muito mais competitivo justamente no trabalho'', argumenta. Por isso, ele acredita que o País vai continuar tendo dificuldade de exportar. (A.E.)

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