Pressão por aumento nos preços é reduzida
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Pesquisas qualitativas realizadas com empresários da indústria de transformação indicam que neste fim de ano não há pressões significativas por aumentos de preços dos bens de consumo. Essa categoria inclui dos alimentos aos eletroeletrônicos. Normalmente no último bimestre a pressão da indústria por aumentos de preços dos bens consumo cresce em razão da injeção de recursos extras do 13º salário.
Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que 29% das empresas informaram que pretendem aumentar preços dos bens de consumo no último trimestre. No mesmo período do ano passado, 45% das companhias tinham intenção de majorar preços.
A sondagem da FGV consultou 1.051 indústrias no mês passado. Juntas, essas companhias faturaram R$ 451 bilhões em 2005 e empregaram cerca de 1 milhão de trabalhadores. As exportações responderam por 25% do faturamento dessas empresas.
Em geral, o ritmo de atividade das fábricas em geral está morno. A pesquisa revela que 36% das indústrias prevêem aumento na produção no último trimestre em relação a outubro deste ano. Em outubro de 2005, esse indicador atingiu 38%. ''O aquecimento para o fim do ano é moderado e não está disseminado por todos os setores da indústria de transformação'', afirma o coordenador da sondagem, Aloisio Campelo. O economista ressalta que a recuperação pelo qual a indústria passa hoje é diferente da registrada em 2004. Naquela ocasião, o ritmo era mais intenso e o crescimento chegou a todos os segmentos.


