Pressão pelos OGM
Nada menos que 25 associações do agronegócio da soja, reunidas ontem na Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), decidiram que vão pressionar o governo para uma melhor definição sobre a soja transgênica.
Um documento, que será entregue na próxima semana aos ministros da área econômica, sugere que o CTNBio seja o único fórum para decidir ''cientificamente'' sobre organismos geneticamente modificados, no caso mais urgente, a soja.
Ao final da reunião, o presidente da Abag, Carlos Lovatelli, disse que o resultado foi ''consensual''. Para o grupo (empresários dos setores de sementes, agroquímicos e indústria moageira), a competência legal sobre transgênicos deveria caber à CTNBio e a safra, ainda que ilegal, deveria ser escoada nos mercados interno e externo.
Soja/americanos -- Na próxima segunda-feira, dia 17, professores da Universidade do Iowa iniciam visitas à regiões do Paraná que têm plantações de soja orgânica (Jataizinho, Ponta Grossa, Capanema e Planalto). Faz parte do grupo o pesquisador Matt Liebman, considerado o maior especialista americano no manejo de plantas invasoras sem uso de agrotóxicos.
O controle de invasoras é fator crítico em plantações de soja orgânica.
''É uma visita para troca de experiências'', diz Carlos Armênio Khatounian, pesquisador do IAPAR - órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento - que faz curso de doutorado na Universidade de Iowa e acompanha o grupo.
Colegas - O ministro Roberto Rodrigues, da Agricultura, que é usineiro, chamou ontem de ''malandros'' os usineiros que não cumprem acortos feitos neste ano com o governo para garantir o abastecimento de álcool combustível. Segundo Rodrigues (Agência Folha) se o setor não enquadrar seus malandros, o governo vai intervir para forçar os usineiros a cumprirem a meta de produzir 1,5 bilhão de litros a mais que na safra passada.
Mercado/Paraná -- O indicador de preços da soja Esalq/BM&F ficou em R$ 39,45/saca, estável no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 11,33/saca, alta de 1,16%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.
Interno -- Mercado interno apático no Oeste e Norte do Paraná, ontem, com a falta de informações ''altistas'' (apesar da pequena alta nos preços futuros da Bolsa de Chicago) e com o dólar em nova baixa (comercial a R$ 3,486/3,491; paralelo a R$ 3,500/3,560). Em Cascavel preço variou entre R$ 37,30 e R$ 37,50/saca.





