Pressão dos preços administrados
Brasília - O aumento dos preços de produtos agrícolas, devido a problemas climáticos, e principalmente a subida de preços administrados, como tarifas de serviços públicos, são no momento os maiores fatores de pressão interna sobre a inflação, segundo o Copom. A ata revela que o órgão aumentou sua projeção de reajuste dos preços administrados neste ano de 6,9% para 7 2%.
Na área externa, a ameaça ainda vem dos preços do petróleo, que mesmo com o ligeiro recuo das últimas semanas continuam flutuando ''em níveis sem precedentes''. Mesmo assim, os diretores do BC reafirmam a previsão de que não haverá reajuste dos preços domésticos dos combustíveis em 2005. A alta das cotações, no entanto, tem impacto no preço de diversos insumos derivados de petróleo e também na expectativa dos agentes econômicos.
A ata lembra também que um novo fator de incerteza surgiu no cenário externo com as dificuldades enfrentadas por grandes corporações americanas, como a Ford e General Motors. São problemas que podem ter efeito negativo sobre o fluxo de capitais para países emergentes, como o Brasil, e se juntam às incertezas sobre a política de juros do Fed, o banco central dos Estados Unidos, destaca o documento. (AE)





