A pressão de ambientalistas em torno do corte da bracatinga foi outro fator que ajudou a colocar um freio na lenha como fonte energética. O corte desenfreado de matas nativas provocaria danos ao meio ambiente e por isso houve ações nas últimas décadas contra a queima da madeira. A combustão faz com que haja emissão de gases poluentes e liberação de carbono na atmosfera, outros fatores que ajudam a destruir o meio ambiente.
Segundo o engenheiro florestal Paulo Augusto de Andrade Lima, a bracatinga contribui para preservar a fauna e a flora de uma área e estimula a regeneração de áreas degradadas. Ao contrário do pinus e do eucalipto, a bracatinga é uma árvore nativa da região Sul do País.
‘‘É bom que áreas de mananciais tenham árvores de bracatinga. Ela também é muito usada para recuperar matas ciliares’’, afirmou Lima. Ambientalistas dizem, no entanto, que o ideal é ter diversificação de árvores e plantas. Todo reflorestamento com um tipo único de árvore é prejudicial.
A bracatinga é muito comum nos municípios que estão na região norte de Curitiba, entre eles Almirante Tamandaré, Colombo e Rio Branco do Sul. Juntos esses municípios têm uma área em torno de 60 mil hectares de bracatinga, a maioria plantada na década de 80 para servir como lenha. Mas muitos produtores, desolados com o baixo potencial econômico da produção de lenha, têm optado por tirar a bracatinga e plantar pinus. (C.M.)

mockup