Denúncia de que as 12 que pessoas ligadas ao comércio de combustíveis em Londrina presas anteontem numa operação conjunta entre Ministério Público (MP), Receita Estadual e polícias Civil e Militar estariam andando livremente pelo 2º Distrito Policial (DP) levou o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, a pedir a transferência deles para a Casa de Custódia.
O grupo foi levado primeiro para duas celas do Centro Integrado de Triagem (CIT) na 10Subdivisão Policial( SDP). A transferência para o CIT aconteceu às 12h10, através de determinação do juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, com escolta armada da equipe de furtos da Polícia Civil. Advogados estiveram acompanhando seus clientes até a transferência para a Casa de Custódia, no final da tarde.
Como estão com temporária decretada, os presos - donos de postos de combustíveis ou distribuidoras e funcionários - têm direito a prisão especial. Uma sala estava sendo reformada para abrigá-los.
O advogado de um dos presos confirmou que os acusados estavam em um espaço livre do 2º DP para que fossem transferidos para a cela, o que gerou a denúncia. Ao visitar o presídio pela manhã, o delegado-chefe constatou que eles poderiam fugir facilmente porque a sala em que estavam não tem grades. ''O local não era apropriado. Para suprir qualquer risco, o local melhor seria a Casa de Custódia'', afirmou André.
César Marçal, advogado do empresário Luciano Breda, considerou que o CIT e a Casa de Custódia não são locais adequados para manter seu cliente. 'Todos são empresários conhecidos da cidade. Seria melhor que voltassem para o 2º ou até o 3º distrito. Amanhã (hoje) levarei em mãos em Curitiba, um pedido de relaxamento de prisão através de um habeas corpus'', afirmou Marçal.

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