Sorocaba - Mesmo com a sanção pela presidente Dilma Rousseff da nova Lei dos Caminhoneiros, manifestantes mantinham bloqueios e manifestações em rodovias de quatro Estados ontem. No Rio Grande do Sul, homens da tropa de choque da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Força Nacional de Segurança entraram em confronto com manifestantes no final da tarde, na BR-116, em Camaquã, região sul do Estado. A polícia usou bombas de gás e de efeito moral para dispersar manifestantes. Uma pessoa foi presa. Outras 18 pessoas foram presas, acusadas de descumprimento da liminar da Justiça que proíbe manifestações em estradas.
A PRF confirmou 45 pontos de manifestações em estradas gaúchas, sendo 18 em rodovias federais, das quais 13 com bloqueios de pistas, e 27 em vias estaduais, com dois trechos interditados.
Com o aumento na ação policial, os protestos de caminhoneiros ficaram reduzidos a cinco pontos de bloqueios, ontem, em rodovias federais de Santa Catarina. Mesmo assim, as cargas eram impedidas de chegar aos portos de Itajaí e Navegantes, pois os caminhoneiros se postaram estrategicamente nas vias de acesso. Levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc) na região oeste do Estado, a mais afetada pelos bloqueios, constatou a perda de 42 milhões de litros de leite em uma semana de protestos.
Também se tornaram esparsos os bloqueios no Paraná, onde apenas quatro pontos de interrupção no tráfego persistiam à tarde em rodovias federais. Os problemas decorrentes de 11 dias de protestos persistiam. A Associação Paranaense de Supermercados informou serem necessários 15 dias para que o abastecimento de indústrias e fornecedores seja normalizado. No Porto de Paranaguá, a interrupção na chegada de caminhões causou atraso no carregamento de navios.
Depois de terem suspendido os protestos, caminhoneiros voltaram a bloquear trechos da BR-163 entre Lucas do Rio Verde e Sinop, na região norte de Mato Grosso.

mockup