Presidente volta a condenar subsídios
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quarta-feira, 03 de setembro de 2003
Tânia Monteiroe Leonencio Nossa<br>Agência Estado 
Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar ontem os subsídios agrícolas dos países desenvolvidos, que dificultam a exportação dos países em desenvolvimento. A afirmação foi feita durante a declaração conjunta com o presidente de Burkina Fasso, Blaise Comparoé, país da África Ocidental, que está em visita oficial ao Brasil. ''Conversamos sobre temas relacionados com o comércio internacional, em particular o combate aos subsídios que distorcem o fluxo de comércio dos países e o fortalecimento do sistema das Nações Unidas'', disse Lula.
O presidente de Burkina Fasso aplaudiu o colega brasileiro e endossou suas palavras, ao defender que o Brasil deveria se unir aos países mais pobres para ajudar a enfrentar a supremacia dos países desenvolvidos.
Em seu discurso, Lula falou da possibilidade de ampliação das relações bilaterais nas áreas comercial, política e de cooperação. ''No âmbito comercial, analisamos mecanismos de estímulo ao comércio bilateral, campo em que o Brasil pode oferecer significativa variedade de bens de consumo, de imediato, além de serviços de alta qualidade em matéria de engenharia , de infra-estrutura, mineração e transportes'', afirmou o presidente, ao acrescentar que ''para nós, brasileiros, estimular a relação com países africanos é mais do que um interesse comercial e político. É uma obrigação histórica e cultural''.
No encontro entre os presidentes dos dois países, foi assinado um protocolo de intenções entre os governos, voltado para o combate do vírus HIV, que provoca Aids, um dos graves problemas daquele país africano. O acordo prevê ainda mecanismos de cooperação no campo de fabricação de medicamentos genéricos.
Esta é a primeira visita presidencial entre os dois países desde o estabelecimento de relações diplomáticas, em 1975. Ao agradecer a visita, Lula disse que espera que, no menor tempo possível, possa, em uma visita a Burkina Fasso, agradecer o que o presidente africano fez ao Brasil.


