Presidente vai à Catedral para rezar
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sexta-feira, 28 de março de 1997
Vânia Casado Sucursal de Curitiba 
Kraw PenasCristãoMichael Geoghegan (de gravata e óculos, ao centro), presidente do HSBC Bamerindus, e assessora se misturam aos fiéis e participam de cerimônia religiosa na Catedral de CuritibaO presidente do HSBC-Bamerindus, Michael Geoghegan, passou a tarde de ontem participando na Catedral de Curitiba da cerimônia religiosa que comemorou a Sexta-Feira Santa. Ele chegou às 14h15, acompanhado de cinco seguranças e uma assessora, de origem franco-libanesa. Saiu da igreja no final da cerimônia, às 16h45.
Geoghegan evitou falar sobre as decisões da reunião que manteve no dia anterior com toda a diretoria do Bamerindus, na sede do banco, limitando-se a dizer que estava na igreja para rezar. E, como cristão, disse que durante o culto religioso pensou nas famílias dos funcionários do banco e também nos clientes. Salientou que espera que na segunda-feira todos estejam juntos com o Bamerindus.
Durante todo o culto religioso, Geoghegan passou despercebido entre os fiéis, exceto pela roupa (terno e gravata), porque participou ativamente da cerimônia, aparentando que estava lendo o guia da missa. Antes do início da cerimônia, permaneceu 45 minutos de joelhos, ora olhando para os lados, ora revelando concentração nas preces. Essa imagem destoava dos fiéis, que chegavam, permaneciam sentados e concentrados nas orações.
Michael Geoghegan disse que é católico praticante e mantém os filhos (dois meninos, de 14 e 8 anos) estudando em escola beneditina, em Londres. Confirmou que vai morar em Curitiba, mas os filhos ficarão na Inglaterra.
Hoje, Geoghegan vai a São Paulo para assistir à corrida de Fórmula 1, amanhã, em Interlagos. Demonstrou que é admirador do esporte, ao confirmar que o Hong Kong and Shangai Bank Corporation é o principal patrocinador da equipe de automobilismo do ex-corredor Jackie Stewart, a Stwart Grand Prix. O vínculo foi uma das justificativas para a participação de Rubinho Barichello, a primeira propaganda do banco.
Mas Geoghegan não garantiu a definição de Barichello como garoto-propaganda do banco. Disse que foi uma coincidência a presença do corredor do País, por ocasião da corrida de Fórmula 1, mas não sabe se ele será uma das marcas do banco.


