O presidente Fernando Henrique Cardoso criticou ontem, por intermédio do porta-voz Sergio Amaral, as análises feitas pelos economistas Paul Krugman e Rudiger Dornbusch, ambos do Massachussetts Institute of Technology, de que haverá recessão na economia brasileira em consequência da política econômica adotada pelo governo.
Krugman disse que o Brasil sofrerá uma ‘‘recessão profunda’’ nos próximos anos e Dornbusch afirmou que a política econômica adotada por FHC ‘‘foi uma fraude’’. Na opinião deles, os riscos existem se não for executada uma série de medidas fiscais.
Amaral disse que FHC leu os artigos dos economistas e não concordou com as avaliações feitas por eles. Sobre o que escreveu Krugman, disse: ‘‘Essa hipótese que ele suscita de ‘recessão terrível’ é qualificada por uma série de condicionais: ‘se não fizer isso ou se não fizer uma assistência financeira’.’’
Para o porta-voz, o presidente está confiante de que o País vai reagir aos efeitos da crise econômica mundial. Não esclareceu se a reação ocorrerá por meio ou não de ajuda financeira internacional. ‘‘O presidente lembra que esse economista (Dornbusch) faz avaliações pessimistas sobre o Brasil há quatro anos’’, disse Amaral, afirmando em seguida que, no ano passado, o país cresceu ‘‘quase 4%’’.

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