Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou ontem alívio com a decisão do governo Evo Morales de não patrocinar nenhuma medida drástica contra a Petrobras no feriado do Dia do Trabalho. ‘‘Não houve novidades’’, disse Lula, segundo um assessor.
  Lula referia-se ao processo de nacionalização do gás boliviano, desencadeado no 1º de Maio do ano passado, quando Evo Morales liderou tropas militares na ocupação de instalações da Petrobras em San Alberto. As medidas tomadas ontem, com a assinatura das atas dos contratos entre a estatal boliviana YPFB com as petrolíferas que atuam no País, apenas consolidam a política de nacionalização dos hidrocarbonetos, na avaliação de Lula.
  O Palácio do Planalto espera, agora, ter tempo para buscar um acordo com o governo da Bolívia que não traga prejuízos políticos. Evo Morales já estaria com um decreto pronto de expropriação das refinarias da Petrobras caso a estatal não aceite as exigências bolivianas.
  Ainda no Itamaraty, o vice-presidente José Alencar disse, em entrevista, que não se deve criticar a política de nacionalização da produção dos hidrocarbonetos, desde que sejam observados os acordos feitos com o Brasil. ‘‘Não temos que fazer críticas à nacionalização, que é uma decisão de governo’’, afirmou. ‘‘Mas obviamente é uma decisão de governo, desde que cumpra os compromissos com o governo do Brasil e a empresa brasileira.’’

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