Presidente erra no argumento O presidente Fernando Henrique Cardoso só acertou parcialmente quando disse que o Brasil tem ‘‘um contrato’’ de importação de petróleo, e está totalmente errado se pretendeu vincular esse contrato a algum tipo de garantia de manutenção de preços. Na verdade, o Brasil tem contratos de importação de óleo cru com vários países. Segundo técnicos da Petrobrás, eles representam hoje cerca de 50% das importações diárias previstas para este ano (cerca de 350 mil barris/dia). A outra metade das compras é feita diretamente no chamado ‘‘mercado spot (livre), no dia-a-dia, ao contrário do que disse o presidente. Em relação aos contratos, eles representam garantia de fornecimento durante suas vigências, mas os preços dos produtos estão vinculados às cotações do mercado livre. Em geral, o contrato estabelece que o preço será a média das cotações dos últimos dias anteriores ao embarque. Esse período varia de dois a cinco dias. Na prática, é um pequeno colchão contra as oscilações diárias, mas não contra a evolução consistente dos preços. Atualmente, os cinco maiores fornecedores de petróleo do Brasil são: a Argentina (40 mil b/d); a Venezuela (a média diária para este ano deve ser inferior à de 40 mil barris do ano passado); e o Iraque (25 mil b/d). Os principais contratos brasileiros são com a Arábia Saudita, a Argentina, a Venezuela e o Iraque.

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