Presidente do Sinduscon pede agilidade a pequenos projetos
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de setembro de 2018
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná), Rodrigo Zacaria, afirma que a recuperação do setor existe, ainda que seja lenta. Porém, diz que o momento poderia ser de maior movimentação se questões burocráticas não dificultassem tanto as obras menores. "Recebi recentemente uma reclamação da associação de pequenos construtores de que a Prefeitura dificulta demais a aprovação de projetos. É preciso simplificar", diz, sobre plantas de menos de 500 metros quadrados.
O secretário de Obras e Pavimentação de Londrina, João Alberto Verçosa Silva, contesta. "Hoje se demora 30 dias para começar a analisar um projeto a partir da data de protocolo, mas, se for preciso fazer correções, e o problema é justamente que a maioria precisa, pode somar mais 20 dias para a pessoa me trazer o projeto de volta e isso vai se acumulando", conta.
Silva reconhece que há falta de funcionários para fazer a análise, mas diz que o esforço é para que a liberação ocorra o mais rapidamente possível. Porém, critica a qualidade dos projetos apresentados. "Quando há subdivisão de lote, como em geminadas, há erros grosseiros. Mandei 30 projetos para a Cohab um dia desses e voltaram os 30. Fazemos praticamente assessoria de graça para alguns profissionais que têm um nível baixo", cita. Ele completa que há um sistema eletrônico de análise prévia que reduz o número de erros, mas que poucos usam.
O secretário afirma que foi para Maringá a fim de conhecer o processo por lá, que é mais ágil. A principal diferença é que o Código de Obras do Município de Londrina prevê que a Prefeitura aprove até mesmo o desenho interno das plantas. "Eles analisam os contornos da casa e os recuos, então o profissional assina uma declaração de que tudo está nas normas. Nós precisamos olhar até a altura da janela, ou depois não temos aprovação no cartório", diz.
Para o presidente do Sinduscon, esse embate acaba por reduzir até mesmo os recursos que são direcionados por programas federais ao município. "Existem empresas de fora de Londrina que conseguem iniciar uma obra mais rapidamente do que aqui pelo Minha Casa Minha Vida, principalmente quando há parcelamento do solo. É verba que viria para cá e vai para a região", insiste. (F.G.)


