O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, afirmou, por meio de nota, que não é investigado na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), que aponta irregularidades em 21 indústrias e na atuação de fiscais de inspeção sanitária no País. Conforme a reportagem da FOLHA "Presidentes de sindicatos depõem", do dia 18 de março, houve um mandado de condução coercitiva e busca e apreensão na empresa de Martins, Frango a Gosto.

O presidente do Sindiavipar afirma, na nota, que "compareceu à sede da Polícia Federal em Maringá para prestar esclarecimentos, no sentido de contribuir para a apuração dos fatos" e foi liberado em seguida. Ainda, diferentemente do apontado na reportagem do dia 18, Martins afirma que a Frango a Gosto, da qual é proprietário, é uma empresa familiar, que não tem sócios externos. "Reforça que não conhece Sebastião Machado Ferreira, citado como suposto sócio da empresa na reportagem".

Por fim, ele confirma que houve a doação de duas caixas de carne de frango, conforme transcrição de escuta da PF. "Foi autorizada como uma contribuição a evento sem fins lucrativos, a um valor de mercado de aproximadamente R$ 60. Esse tipo de ação costuma ser autorizada pela empresa quando direcionada a entidades filantrópicas, igrejas, clubes e associações", diz.

Na transcrição, porém, a doação é feita a um fiscal que diz que vai usar as carnes cedidas para recepcionar pessoas de fora do ministério, que vieram participar de uma feira, sem deixar claro se o evento seria filantrópico.

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