Bancários ligados ao sindicato da categoria armaram ontem manifestação em frente à sede do HSBC-Bamerindus para esperar o presidente mundial do grupo inglês, Willie Purves. O chairman do HSBC faz a primeira visita ao País para conhecer a instituição financeira, que foi adquirida em março deste ano após a intervenção do Banco Central no Bamerindus. O protesto contra Purves foi para mostrar o descontentamento com os salários e para repudiar a orientação da diretoria, que pediu aos funcionários para vestirem terno e gravata durante a visita.
Mas o protesto não surtiu o efeito previsto pelos manifestantes. Purves não apareceu para os bancários e nem para a imprensa. Preferiu apenas fazer reuniões a portas fechadas com o governador Jaime Lerner - a quem garantiu que o banco manterá a sede em Curitiba - e com o prefeito Cássio Taniguchi. Entrou e saiu do Palácio Iguaçu sem dar declarações. Purves também se reuniu com os maiores clientes do HSBC e depois, discretamente, visitou algumas agências.

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