O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, por meio de seu porta-voz, que a situação do Brasil diante da nova ameaça de crise asiática ‘‘é de confiança’’. FHC afirmou ainda que não pretende alterar o pacote fiscal, editado em novembro. ‘‘O presidente vê a evolução que a economia teve no dia, com a reação positiva das bolsas no fim da tarde, como um sinal de confiança’’, afirmou o porta-voz da Presidência, Sergio Amaral. Hoje, FHC se reunirá com os líderes governistas na Câmara para tratar da reforma da Previdência. ‘‘Ele está empenhado na aprovação das duas reformas (Previdência e administrativa), que são importantes para o País e podem dar sinalização positiva de que o Brasil tem a sua economia consolidada.’’
Segundo Amaral, a única preocupação de FHC, no momento, é a de implementar as medidas já anunciadas em novembro. Ele negou que o presidente esteja revendo a decisão de demitir servidores ou a de reduzir a cota de compra nos ‘‘free shops’’, de US$ 500 para US$ 300. ‘‘O presidente só decide à luz dos fatos, e é preciso que haja propostas para mudar o pacote - que ainda não existem’’.(Agência Folha).

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