Cláudia Lopes
De Londrina
Na próxima semana, o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, deve designar um delegado para presidir inquérito policial que vai apurar denúncias feitas ontem, através de um ofício, pelo promotor de Defesa do Consumidor em Londrina, Hélio Cardoso, contra o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese.
O promotor requisitou a instauração de um inquérito policial, indiciando o presidente do Sindicombustíveis-PR, baseado nas declarações feitas por Fregonese em matéria publicada pela Folha no início deste mês. Na ocasião, Fregonese afirmou que o sindicato estima um aumento de 17% no preço da gasolina, que deve chegar a R$ 1,50 até o fim do ano nas grandes e médias cidades do Estado. O aumento, segundo ele, se daria por conta da retirada do subsídio do álcool anidro e dos abatimentos pelas distribuidoras.
No ofício enviado ontem ao delegado, Hélio Cardoso pede a reunião de outros elementos sobre os fatos noticiados. Segundo Cardoso, as declarações do presidente do Sindicombsutíveis têm o objetivo claro de especular, causando uma agitação no mercado de combustíveis e, por consequência, provocando aumento injustificado dos preços da gasolina para o consumidor final.
Cardoso considerou as afirmações de estimativas de aumento de preços baseado no fim do subsídio e de que ‘‘quase um terço da composição do combustível é de álcool, o que deve ocasionar um reajuste indireto na gasolina’’ como ‘‘falsas e enganosas’’.
Segundo Cardoso, fazer afirmação falsa ou enganosa em relação ao preço do produto, ou ainda, omitir informação relevante também sobre o preço da mercadoria ou serviço é crime contra as relações de consumo, que prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A Folha tentou contatar o presidente do sindicato Roberto Fregonese mas não conseguiu. Segundo informações do Sindicombustíveis, Fregonese estava viajando e só retornaria hoje a Curitiba.

mockup