Enxugar o quadro de pessoal, reduzir as terceirizações e expandir os serviços são as principais metas do novo presidente da Sercomtel, Régis Márcio Tavares, 52 anos. Em entrevista à FOLHA, ele afirma que sua indicação pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) foi ''técnica''. No cargo há duas semanas, o ex-gerente de Planejamento minimiza os prejuízos à imagem da empresa que teriam sido causados pelo afastamento, dia 16 de maio, do ex-presidente Roberto Coutinho, denunciado à Justiça por corrupção.
De acordo com Tavares, que é funcionário de carreira da telefônica desde 1987, sua missão é cumprir o planejamento estratégico da Sercomtel. Entre as metas previstas, está o programa de sucessão e demissão voluntária, que teve início no mês passado e termina em abril de 2013.
Das 660 pessoas que a operadora emprega atualmente, devem permanecer cerca de 550. Com isso, segundo o presidente, será possível reduzir em R$ 9 milhões o custo total com folha de pagamento estimado em R$ 41 milhões por ano. ''Temos 113 pessoas que estão no programa, sendo que 70 delas são aposentadas que continuaram trabalhando na empresa'', ressalta. O objetivo do programa, nas palavras de Tavares, é ''oxigenar, trazer gente mais jovem'' para a organização.
Um corte nas terceirização também ajudará a reduzir custos, segundo o presidente. Ele não tem números a respeito do impacto da medida, mas afirma que será possível ''internalizar'' algumas atividades como manutenção da central, segurança e infraestrutura predial, jardinagem, limpeza e o provedor de internet. ''Considero nosso nível de terceirizaçao muito alto'', justifica.
Em relação aos prejuízos que a empresa vem apresentando nos últimos dez anos, ele afirma que a situação será revertida em 36 meses, ''no máximo''. De acordo com o presidente, o que vem acontencendo são ''resultados negativos contábeis'', que se justificam pelo alto grau de investimento que as empresas de telecomunicação precisam fazer. ''Temos um caixa e um patrimônio importantes que nos dão condições de continuarmos no mercado. Fechamos todos os anos com relativa robustez (de receita)'', salienta.

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