Presidente da Petrobras nega intervenção e diz que estatal é 'livre'
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terça-feira, 16 de abril de 2019
Agência Estado 
Brasília - O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta segunda-feira (15) que a Petrobras é "livre" e "tem vida própria". Ele negou intervencionismo do presidente da República, Jair Bolsonaro, na decisão de recuar no reajuste do preço do óleo diesel. "A decisão foi tomada pela Petrobras, ninguém ordenou a Petrobras que reajustasse. O presidente alertou para os riscos", disse Castello Branco após sair de reunião interministerial que ocorreu no Palácio do Planalto.
Segundo ele, irão "decidir o quanto vai ser reajustado ou não", frisando que essa é uma decisão empresarial, "diferente do governo, que é de políticas públicas". A fala de Castello Branco se dá em um contexto em que o próprio presidente Jair Bolsonaro admitiu ter ligado ao presidente da estatal para falar do reajuste de 5,7% que seria feito no preço do óleo diesel na última sexta-feira (12), e que acabou não ocorrendo. Depois do episódio, a Petrobras perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado.
O presidente da petrolífera se recusou a responder se a empresa avalia estender o tempo de reajuste do combustível às refinarias. Atualmente, o valor do diesel é modificado a cada 15 dias, no mínimo, embora caminhoneiros pleiteiem um prazo mais alongado. A periodicidade foi decidida em março e comunicada ao mercado pela companhia. Antes, os prazos de reajuste do preço eram menores.
O presidente negou que o reajuste de preços tenha sido discutido na reunião no Planalto. Quando perguntado novamente, afirmou que "não tem nenhuma decisão" sobre o valor do diesel. "Uma coisa é a Petrobras, outra é o governo. O governo quer abordar a questão dos caminhoneiros", completou. Castello Branco disse ainda que o cartão caminhoneiro da BR Distribuidora está em desenvolvimento e deverá ser lançado entre o fim de junho e início de julho.


