Presidente da Petrobras descarta novo aumento de combustíveis
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quarta-feira, 05 de junho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, reafirmou ontem, durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que não haverá novo aumento de preços para o diesel e a gasolina.
O diesel já teve quatro reajustes nos últimos anos, que somaram 21,4%, e a gasolina, dois aumentos na refinaria, de 14,9% ao todo. Somente neste ano, a Petrobras já ajustou duas vezes o preço do óleo diesel (primeiro em 5,4%, e segundo em mais de 5%); e uma vez o da gasolina (em 6,6%), buscando se alinhar aos valores praticados no mercado internacional e reduzir os prejuízos verificados em sua divisão de abastecimento.
''Atualmente, não está no radar da Petrobras a possibilidade de aumento nos combustíveis em decorrência da depreciação do real nos últimos dias frente ao dólar. A indústria do petróleo está atrelada ao câmbio e, se existe uma desvalorização do real, os custos operacionais aumentam e, consequentemente as despesas. Existe uma preocupação evidente, temos um plano de negócios para os próximos anos e, dentro disto, previsões de ajustes nos preços de combustíveis, mas não há, no momento atual, nenhuma determinação sobre isso'', afirmou.
No último sábado, a Petrobras oficializou a compra da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados, da Vale Fertilizantes, por R$ 234 milhões. Com a aquisição da Fafen-PR, a empresa reforça a área de negócio em fertilizantes. A unidade, que passa a integrar a produção de fertilizantes da Petrobras, tem capacidade de produção anual de 700 mil toneladas de ureia e 475 mil toneladas de amônia, além de produzir o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32). As demais fábricas são a Fafen-SE, com capacidade de produção de 657 mil toneladas/ano de ureia e 456 mil toneladas/ano de amônia; e Fafen-BA, com 474 mil toneladas/ano de ureia e 474 mil toneladas/ano de amônia.
''Ano passado investimos US$ 42 bilhões e, neste ano, nossa previsão é chegar a US$ 49 bilhões. E agora tivemos a oportunidade de reintegrar a indústria de fertilizantes de Araucária na nossa carteira. Estamos crescendo na nossa capacidade de colocação de fertilizantes no mercado brasileiro'', disse.
Produção
A presidente da Petrobras também adiantou que a produção de petróleo deve apresentar um crescimento acelerado apenas em 2014. Segundo ela, uma série de fatores impactaram para que o aumento da produção não tivesse o desempenho esperado neste ano. ''Observamos a depreciação natural dos reservatórios já em operação, além disso o número de intervenções, de paradas realizadas no primeiro semestre e outras programadas para o segundo semestre, acabam refletindo no resultado final", afirmou.
Segundo a presidente da estatal, as paradas são necessárias para garantir a integridade dos equipamentos. "O nosso grande desafio é voltar no tempo certo e colocar os poços para entrar em produção. E lutamos para iniciar até o final do ano a operação em sete unidades, com óleo novo, mesmo sem estarem com 100% de sua capacidade. Em 2014 estas novas unidades já estarão com a produção a todo o vapor. O potencial do Pré-sal é maior do que a gente previa'', ressaltou a presidente.


