O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, informou ontem à tarde que o presidente da Organização Internacional de Epizootias (OIE), Romano Marabelli, virá ao Brasil a partir do dia 1º de julho. A visita de Marabelli, que também é secretário de Defesa Agropecuária da Itália, faz parte de um conjunto de visitas de autoridades estrangeiras que o ministro conseguiu agendar na semana passada, durante sua visita à Europa, para conhecer o Programa Brasileiro de Sanidade Animal e Vegetal.
Pratini informou que o comissário para a saúde e proteção dos consumidores junto à União Européia, David Byrne, e o comissário para comércio da UE, Pascal Lamy, também virão ao Brasil. Lamy vem em julho e David Byrne, em meados em outubro.
O ministro disse que o objetivo das visitas é permitir que as autoridades européias conheçam os programas nacionais de erradicação da febre aftosa, de erradicação da peste suína clássica e de combate à doença da vaca louca implementados no país. Romano Marabelli visitará Brasília, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Ele visitará frigoríficos, laboratórios e algumas propriedades. O ministro explicou que essas visitas fazem parte da estratégia do governo brasileiro para ampliar as exportações nacionais de carnes.
Segundo o ministro, esses contatos são importantes porque permitem que as autoridades sanitárias tenham uma visão mais realista sobre o Brasil. Como resultado práticos desses contatos, ele lembrou a decisão da Rússia na semana passada de retomar as importações de carnes do Brasil, com exceção do Rio Grande do Sul, após a ida de uma missão técnica brasileira a Moscou.
Ele citou ainda as negociação feitas com a União Européia para que as importações de carne sejam retomadas 30 dias após a aplicação da primeira dose de vacina contra a febre aftosa no RS. Segundo Pratini, a expectativa é de que a primeira etapa da vacinação seja concluída até o final de junho. Com relação às importações do Reino Unido, que não seguiu as normas da OIE para suspender as compras de carne apenas do Rio Grande do Sul, o ministro disse que esse assunto ainda continua pendente.

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