O prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro (PSC), acompanhou ontem a segunda visita do empresário Marcos Noma ao barracão localizado na Avenida Luigi Amorese, na Zona Oeste, onde funcionava a antiga Infibra. A Prefeitura está intermediando o aluguel do imóvel - que pertence ao Grupo Massa - para a Noma do Brasil.
A empresa, que tem sede em Maringá e fabrica implementos rodoviários, pretende trazer para o Norte do Paraná uma planta de sua sócia, RodoLinea, que hoje funciona em Curitiba.
''A conversa foi muito boa. Acho que há grandes chances de a Noma se instalar em Londrina. O projeto dela cabe perfeitamente no imóvel'', disse Ribeiro. Ele afirmou ter pedido à indústria para colocar no papel os incentivos que espera da Prefeitura para se decidir pela cidade. A Noma também estuda propostas de Apucarana, Rolândia e Cornélio Procópio.
O prefeito também contou ter pedido ao deputado federal Ratinho Junior (PPS), um dos donos do imóvel, para que faça um abatimento no valor do aluguel, estimado em R$ 90 mil. Existe as possibilidade de a Prefeitura ajudar a Noma nesta despesa.
O presidente da Noma, Marcos Noma, já tinha estado no barracão na quarta-feira. Ele voltou ontem para mostrá-lo a assessores e representantes da RodoLinea. ''O imóvel é bom, está tecnicamente habilitado para a fábrica, mas nós estamos estudando várias propostas'', disse o empresário.
Segundo ele, a ideia das duas empresas é colocar a fábrica para funcionar na região em 60 dias. Por isso, uma decisão deve ser tomada em breve. Se optasse hoje pelo barracão de Londrina, Marcos Noma acredita que, em três meses, conseguiria transferir equipamentos e começar a produzir.
A fábrica da RodoLinea produz 150 implementos rodoviários por mês e emprega 230 pessoas na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Já a Noma do Brasil fabrica 600 unidades/mês em Maringá, emprega 1,4 mil pessoas e faturou R$ 306 milhões no ano passado. Em 2013, a empresa vai inaugurar uma nova unidade em Tatuí (SP).

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