Presidente da Funcex fala sobre comércio exterior em Londrina
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terça-feira, 18 de novembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
O forte efeito da variação cambial, baixa demanda doméstica e a ociosidade da indústria em 2003 colaboraram para que as exportações do Brasil no ano crescessem em 20% com relação a 2002. A informação é do empresário e presidente da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), Roberto Giannetti, que estará hoje em Londrina para proferir palestra sobre as perspectivas de exportação em 2004 a empresários da cidade. O evento, promovido pelo Bank Boston, acontece no Crystal Palace, às 18h30.
Além de fatores macroeconômicos, o forte aumento da participação brasileira no comércio exterior teve como alavanca a postura mais agressiva do empresariado, que passou a confiar mais na exportação de produtos com maior valor acregado. Segundo Fonseca, esse é um dos conceitos que ele tenta criar para os empresários que assistem suas palestras. ''Prescisamos abandonar o estigma de que o Brasil é exportador de matéria-prima e passar a agregar valor a nossos produtos''.
Aspectos como a nova metodologia de cobrança da Cofins, segundo Fonseca, também serão discutidos em sua palestra. Para o presidente da Funcex, o fim da cumulatividade do imposto vai desonerar o setor de exportações, medida essencial para a retomada da geração de empregos. ''Não importa se vendemos para dentro ou para fora, pois de qualquer forma empregos vão ser criados.'' A polêmica em torno da nova forma de cobrança, para Fonseca, é natural quando se trata de reforma tributária. ''Não existem medidas perfeitas, que desonerem todos os setores sem prejudicar a União'', resume.


