Presidente da Eletros fala do otimismo do setor
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Da Redação 
O presidente da Eletros - Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, Paulo Saab, enfatizou ontem, durante palestra na Movelpar Eletro, o otimismo dos empresários do setor para 2004. Após três anos consecutivos de queda nas vendas, o setor espera que este ano marque o início de um processo de retomada mais sustentado. ''Podemos vender 4% mais em 2004 do que no ano passado caso sejam confirmadas as projeções de crescimento do PIB de 3,5%'', afirmou.
Saab observou que o setor iniciou o ano com uma perspectiva mais positiva, mas o crescimento dependerá da inflação se manter sob controle, da queda dos juros e da retomada do emprego e do crédito.
Diversos números apontam para a capacidade de expansão produtiva do setor no Brasil: o número de televisores é de 1,2 por residência enquanto em países desenvolvidos é de 2,5 por domicílio. No Brasil, dos 44,7 milhões de domicílios, 83% possuem geladeiras e 87%, aparelhos de TV. O setor eletroeletrônico, segundo Saab, tem capacidade para produzir cerca de 40 milhões de unidades anualmente, mas trabalha com cerca de 30% de ociosidade. Em 2003 foram vendidos apenas cerca de 30 milhões de aparelhos.
''Há tanto espaço para ampliar o número de lares com eletroeletrônicos, quanto o número de aparelhos por lar'', destaca o presidente da Eletros, ao explicar que muitas residências dispõe apenas dos equipamentos mais básicos, como televisores e geladeiras. ''O setor fabrica inúmeros tipos de produtos, que são importantes para o dia a dia dos consumidores e desejados pela população cuja retomada de vendas depende apenas da melhoria do poder aquisitivo'', observa.
Por outro lado, lembra o empresário, a indústria eletroeletrônica está cada vez mais competitiva. Demonstração disso é que as exportações do setor somaram cerca de US$ 558 milhões, puxadas principalmente pelos produtos da linha branca, que tiveram incremento de 104% nas vendas externas em comparação com 2002, e eletroportáteis, com aumento de 37,33% no período.
Em contrapartida, a importação de produtos eletroeletrônicos registrou incremento de apenas 3,45% no ano passado, confirmando a participação pequena dos importados nas vendas de eletroeletrônicos.


