As tarifas de energia elétrica devem disparar no ano que vem, na avaliação do presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Guilherme Augusto de Toledo. Segundo ele, a defasagem no preço da energia elétrica impede novos investimentos, não só na área de hidrelétricas, mas também em termelétricas.
‘‘Uma hidrelétrica vende sua energia a R$ 45 por MWh enquanto uma termelétrica teria de vender a R$ 90. A solução para esse problema seria aproximar o preço dessa energia velha (hidrelétrica), do preço da energia nova (termelétrica)’’, disse ele.
Segundo Toledo, a queda nas receitas das geradoras e distribuidoras, devido ao racionamento, tem que ser compensadas por um reajuste tarifário para que não haja uma quebradeira no setor.
A diferença entre as tarifas desses dois tipos de energia é o que vem impedindo o sucesso do programa de construção de novas termelétricas. ‘‘Se essa diferença for mantida, quando houver novas usinas e o sistema estiver todo interligado, haverá excesso de energia hidrelétrica, e eu não sei como é que as termelétricas vão fazer para vender a sua produção’’, disse Toledo.

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