Curitiba -O presidente da BS Colway Pneus, Francisco Simeão, esteve ontem no plenário da Assembléia Legislativa do Paraná para pedir o apoio dos deputados estaduais contra a proibição da importação de pneus usados. Caso a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede a importação seja mantida, a fábrica localizada no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, seria obrigada a demitir 700 funcionários.
A empresa importa pneus usados e os transforma em produtos novos. O prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha (PPS), disse que, caso a empresa feche as portas, o município deixaria de receber R$ 2 milhões por ano que são gerados pela arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). ''Além de gerar emprego, a empresa tem viés social e ambiental'', disse Samaha. Segundo ele, com o fechamento, cerca de 2 mil pessoas seriam atingidas direta e indiretamente.
Caso a empresa não fique em Piraquara já tem como alternativas o Paraguai e a Flórida (EUA). Um grupo de chineses também esteve na empresa no final de outubro para conhecer as instalações. O diretor de assuntos corporativos da empresa, Ozil Pedro Coelho Neto, disse que os trabalhadores da linha de produção recebem, em média, um salário de R$ 1 mil. Segundo ele, 70% da matéria-prima da companhia é importada. ''Paraguai e Uruguai são boas alternativas mas, os Estados Unidos seriam uma opção comercial melhor'', disse.
A BS Colway utiliza 1,3 milhão de carcaças de pneus por ano como matéria-prima. O estoque atual de 300 mil carcaças é suficiente até meados de fevereiro de 2008.
Ele acredita que a posição do STF sobre a importação dos pneus passou a ser política. Simeão disse que já conversou com dez ministros do STF e que na próxima semana tem um encontro com o ministro Cesar Peluso. ''Se o STF revogar a liminar está resolvido'', disse.
O deputado Ney Leprevost (PP) disse que pretende unir a classe política paranaense para sensibilizar as autoridades federais sobre a importância que a BS Colway tem na geração de empregos. Segundo ele, a Assembléia Legislativa fez uma moção de apoio à empresa há 15 dias e enviou para o STF e para os ministros do governo Lula.

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