Presidente da Arcom nega formação de cartel entre postos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de novembro de 2001
Maranúbia Barbosa<br> De Londrina 
O presidente da Associação de Revendedores de Combustível (Arcom), Ariovaldo Ferraz Arruda, prestou depoimento ontem ao delegado de Polícia Civil Márcio Vinícius Ferreira Amaro, de Londrina, e afirmou que desconhece a existência de cartel de postos de combustíveis na cidade. Ele declarou que o pacto de preços para estabelecer um preço mínimo de combustíveis é ''um grande equívoco.''
Arruda disse que espera que a Justiça conclua que não existe nenhum tipo de constrangimento ilegal obrigando donos de postos a manter a mesma média de preço. Segundo ele, ''os preços são livres e não estão caros''. Na opinião do presidente da Arcom, o consumidor deveria observar que os donos de postos trabalham com planilhas de custos, despesas com funcionário e demanda. Em Londrina, informou Arruda, existem 116 postos para atender a 140 mil veículos, um quadro diferente de outras cidades do Estado.
Em relação aos atentados aos postos de combustível, Arruda afirmou desconhecer os autores e os motivos que levaram à ação. Ele considerou ''lamentável'' a decretação de prisão dos sete donos de postos. ''Um equívoco movido pela comoção pública'', definiu ele. O presidente da Arcom assegurou que não tem medo de ter a prisão decretada porque é ''londrinense e pioneiro''. Além de tudo, completou ele, a associação é um movimento que teria sido criado para estabelecer critérios padronizados de serviços e atendimento, mas não existiria de fato desde o ano passado.
Segundo o delegado Márcio Amaro, o inquérito deve ser concluído na próxima semana, assim que terminar de colher os depoimentos. Ontem, o 2º vice-presidente da Arcom, Hamilton Cobo Pires, esteve pela manhã na delegacia, mas não esperou pela chegada do delegado. Segundo Amaro, ele irá depor hoje pela manhã.


