São Paulo - Tim Cook, presidente-executivo da Apple, abriu mão de cerca de US$ 75 milhões (R$ 150 milhões) que receberia da empresa que dirige ao longo da próxima década. O motivo da rejeição do pagamento não foi divulgado. Cook assumiu o cargo após da morte do cofundador da Apple, Steve Jobs, e possui 1,125 milhão de ações da empresa em circulação restrita, que só podem ser resgatadas nos próximos dez anos.
A cessão da quantia se tornou pública após a Apple anunciar que pagará a seus acionistas o dividendo trimestral de US$ 2,65 por papel ao longo da próxima década.
''Atendendo a um pedido do sr. Cook, nenhuma de suas ações participará nos equivalentes em dividendos'', lê-se no formulário que documenta a transação, disponível no site da SEC (Security and Exchange Comission, que regula o mercado de capitais americano).
''Considerando-se o 1,125 milhão de ações que são de sua posse e o dividendo trimestral de US$ 2,65, isso significa que o Sr. Cook cederá o valor aproximado de US$ 75 milhões'', segue a declaração oficial.
É a primeira vez em 17 anos que a Apple declara que pagará dividendos a seus acionistas. O documento não detalha o que teria levado Cook a desistir da quantia.
Segundo o jornal ''The Washington Post'', o comportamento é pouco recorrente: menos que metade das empresas do índice Nasdaq-100 paga dividendos.
O salário do executivo é de aproximadamente US$ 75 mil, segundo a reportagem do periódico americano. Contudo, suas ações lhe valeram por volta de US$ 378 milhões somente no ano passado.

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