O presidente da Associação do Desenvolvimento da Indústria Informal (Adipar), Alexandre Caldeirão, está sendo alvo de acusações por fazer uso indevido da entidade em benefício próprio. Na última quinta-feira, foram apresentadas queixas contra ele no Juizado Especial Cível e Criminal de Londrina.
Uma das queixas foi feita por Sônia Aparecida Faria, associada da Adipar, que acusa Caldeirão de ter-lhe cobrado R$ 5 mil, há dois anos, para desenvolver uma máquina de beneficiar amendoim e até hoje não a entregou. ''Ele levou a máquina para mim, mas como não ficou boa pegou de volta e nunca mais consegui, nem mesmo, falar com ele'', conta. Os trabalhadores informais Nivaldo dos Santos e Norton Araújo acompanharam Sônia ao Fórum e apresentaram queixa contra Caldeirão por uso indevido da entidade e solicitaram à Justiça permissão para convocarem uma assembléia para discutir os rumos da Adipar com os associados.
Nivaldo e Norton relatam que Caldeirão não os aceitou como sócios da Adipar e não apresentou justificativas. ''Ele age como quer. Não dá satisfação a ninguém'', diz Nivaldo. Os dois acusam Caldeirão de usar ''nota fria'' da associação para maquiar o preço da máquina pertencente à Sônia e ainda apresentá-la como garantia de pagamento em um outro processo movido contra ele. Na nota, a máquina está avaliada em R$ 12.500,00. Nivaldo e Norton dizem ter apoio de outros associados da Adipar descontentes com a gestão de Caldeirão, mas eles não querem aparecer com medo de represálias.
A Folha tentou ouvir Alexandre Caldeirão sobre as acusações, mas não conseguiu localizá-lo.

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