O médico veterinário Inácio Afonso Kroetz foi nomeado ontem como o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O anúncio foi feito ontem pelo secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, durante o 2º Encontro Estadual dos Conselhos de Sanidade Agropecuária, realizado na 52 ExpoLondrina. A Adapar foi criada no dia 20 de dezembro de 2011 e a expectativa é de que na próxima semana seja concluído o regulamento da Agência e, com isso, ocorra a nomeação da diretoria da entidade.
O secretário confirmou a contratação de 1.200 profissionais para a Adapar e revelou que o Governo do Estado possui um conjunto de propostas que integram o plano de trabalho para ampliar a qualidade da sanidade paranaense. Entre as prioridades está a conquista do status de território livre da febre aftosa sem vacinação. Para isso, busca a união com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas garante que quer estar preparado tecnicamente antes disso. O planejamento inicial era de que o status seria obtido no final deste ano, mas Ortigara afirmou que o rebanho paranaense de bovinos e bubalinos ainda deve ser imunizado nas duas vacinações e, em seguida, passará por uma análise para verificar se é possível avançar com a proposta. ''Precisamos manter uma imagem positiva do Paraná, mostrar que o Estado não possui defeitos sanitários'', salientou.
A votação do projeto de lei que se refere ao plano de cargos e carreiras da Adapar havia sido adiada em razão de questionamentos dos funcionários do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis). Segundo Ortigara, o projeto já passou por uma votação e na próxima semana deve ser votado novamente na Assembleia, onde a expectativa é de aprovação. ''Encontramos uma forma que contempla as demandas da categoria atual e cria boas perspectivas futuras. Estamos bem perto de uma solução'', avaliou. O secretário revelou, ainda, a proposta de integração de barreiras juntamente com os estados de Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Neste caso, cada local na fronteira contaria com apenas uma barreira, que uniria as equipes interestaduais. Segundo ele, a reforma nas barreiras deve ocorrer ainda neste semestre.
Metas
Kroetz ressaltou que a função da Adapar é promover a defesa agropecuária no Paraná, para que os problemas sanitários não causem impacto na produção, na industrialização e no mercado. ''Algumas demandas são mais pressionadas pelo setor produtivo, como a questão do status de área livre da aftosa sem vacinação. Isso não tem prazo para ocorrer, será reconhecido pelas organizações nacionais e internacionais quando tivermos condições de demonstrar cabalmente que não é mais necessário vacinar e que temos um sistema de vigilância sanitária que garanta a manutenção desse status'', argumentou.
O veterinário explicou que a Adapar vai atuar de forma transversal, com o apoio dos conselhos locais e instituições de ciência e tecnologia, por meio de programas e projetos que visam o controle e o diagnóstico rápido e preciso. ''Necessariamente temos que rever as barreiras, em termos de quantidade, localização e qualidade do serviço executado'', afirmou. Segundo ele, a diferença entre o Defis e a Adapar é a forma de operar, tendo em vista que a Agência possui autonomia econômica, técnica e administrativa. Durante sua palestra, Kroetz ressaltou que o Paraná não deve mais ser conhecido apenas como provedor de commodities, mas sim de alimentos seguros, lembrando da valorização trazida pela conquista da sanidade.
Kroetz começou sua trajetória como professor na Universidade Estadual de Londrina em 1983. Dois anos depois, migrou para o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Já em 1995, tornou-se diretor de saúde animal do Ministério da Agricultura, cargo que voltou a assumir mais duas vezes. Além disso, trabalhou como diretor do Defis e como secretário nacional de defesa agropecuária.

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