Presidente da Abag prevê abertura do mercado em 2005
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de junho de 2002
Agência Estado 
Foz do Iguaçu - O presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Roberto Rodrigues, acredita que a partir de 2005, quando se encerram as rodadas de negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) e as conversas para a implementação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), virá também o amanhecer da abertura do mercado agrícola. É a minha tese de otimismo para o futuro, discursou no 2º Congresso Brasileiro de Soja, em Foz do Iguaçu.
Preparando-se para a grande madrugada, ele incitou o governo e os participantes do congresso a fazer a lição de casa. Ao poder público caberia, segundo Rodrigues, as questões macroeconômicas, entre elas a reforma tributária, a política de juros e de rendas. À organização privada a agregação de valores, o associativismo e a manutenção da boa imagem agrícola do País. Que o nosso cacife seja o responsável pelo sucesso, estimulou.
Para isso, fundamental é a união entre a classe agrícola, o que Rodrigues pretende com a criação do Conselho do Agronegócio, reunindo todas as entidades representativas. A idéia será apresentada na próxima semana, durante seminário em São Paulo.
Segundo o presidente da Abag, a lógica do comércio mundial é a abertura do mercado dos países ricos em benefício dos que ainda estão em desenvolvimento e que têm na agricultura sua principal fonte de renda. E isso vai acontecer, garantiu.
Em sua opinião, as elites de alguns países desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Alemanha, já se conscientizaram de que precisam abrir os mercados e os governos já estão fazendo discursos nesse sentido. A colocação em prática ele acredita que virá em 2005.
A agricultura tem a oportunidade de levar o Brasil a crescer muito no mercado interno e externo e a ajudar a reduzir a concentração de riqueza e a exclusão social, afirmou. Para ele, na medida em que esses dois fantasmas forem se diluindo também poderão ser resgatados a democracia e a paz mundial.
A força do agronegócio ele mostrou em números: 21% do PIB, 40% das exportações, 25% da produção e 37% dos empregos gerados no País. Somos o maior negócio do País, acentuou.


