Presidente coreano pede desculpas ao país pela crise
O presidente coreano, Kim Young-Sam, pediu desculpas ao país, no fim de semana, por ter se visto obrigado a recorrer ao auxílio do FMI (Fundo Monetário Internacional) para tentar sair da crise que atinge o país. É uma evidência de quão penoso foi para o governo do mais reputado tigre asiático comportar-se como um país subdesenvolvido.
Mas a humilhação política pode ser o menor dos problemas para a Coréia, se se confirmar que a quantia que o país necessita para sair do buraco é muito maior do que os cerca de US$ 20 bilhões que estão sendo negociados desde ontem com o FMI.
A maioria dos analistas calcula que o pacote total ficará em US$ 50 bilhões ou mais, como prevê, por exemplo, Jeffrey Shearer, ex-subsecretário norte-americano do Tesouro e agora vice-presidente da Salomon Brothers International.
Os US$ 20 bilhões seriam apenas uma ponte até as eleições presidenciais de 18 de dezembro, em que o candidato oposicionista é franco favorito. Seja qual for o montante final da ajuda, o fato é que o recurso ao FMI foi incapaz de conter a queda da Bolsa coreana, que atingiu ontem o seu ponto mais baixo em 10 anos, após uma queda de 7,1%. Motivo, segundo Choo Hee-yup, da corretora Dongwon Securities: As pessoas acham que o pacote do FMI levará a taxas de juros mais altas, redução do gasto público, mais falências e baixo crescimento econômico, ou seja, todas as coisas ruins que um investidor pode imaginar. (Clóvis Rossi)





