Presidente abre fórum econômico no Rio
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domingo, 16 de maio de 2004
Das agências 
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre hoje, às 10h, no Rio de Janeiro, o 16º Fórum Nacional. Coordenado pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, o Fórum tem como tema este ano ''Economia do Crescimento, Crescimento Sustentado e Inclusão Social''.
Segundo Reis Velloso, mostrar que crescimento econômico e inclusão social devem caminhar juntos é a principal preocupação do Fórum. O ex-ministro lembra que, na década de 70, época do chamado ''milagre econômico'', o País crescia à taxa média de 7% ao ano. ''O economista Cláudio Salm, que também participará do fórum deste ano, chegou a dizer, então, que o Brasil não precisava de política de geração de emprego, bastava uma política de crescimento industrial'', diz o presidente do Inae. Hoje, destaca, o Brasil procura a melhor forma de crescimento com geração de emprego e renda.
Além de Lula, que falará sobre ''Desenvolvimento e Inclusão Social'', outros importantes nomes do governo participarão do Fórum, que se estenderá até quinta-feira, na sede do BNDES.
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o senador Aloizio Mercadante (SP), líder do PT no Senado, participam amanhã, às 10h, do painel ''Políticas Macroeconômicas: Evoluindo para o Crescimento Sustentado''. À tarde será a vez do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, e do presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra.
No painel da manhã de quarta-feira, voltado para o mercado de capitais, o governo estará representado pelo ministro do Planejamento, Guido Mantega; o presidente do BNDES, Carlos Lessa; o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso; e o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith.
Ainda participarão do Fórum os ministros da Educação, Tarso Genro; do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias; e da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.
Os painéis também contarão com sindicalistas, empresários, economistas, educadores e juristas. No encerramento, na tarde de quinta-feira, estará o novo presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim.
O financiamento para impulsionar o setor produtivo e a geração de empregos deverá proporcionar um dos debates mais acalorados do Fórum. Na semana passada, o ministro Luiz Fernando Furlan afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dispõe de R$ 47 bilhões para financiar projetos, mas não tem projetos para financiar. Também o Banco do Brasil aumentou, segundo o presidente Lula, de R$ 8 bilhões para R$ 18 bilhões o volume de crédito este ano.
O presidente do BNDES, Carlos Lessa, também declarou na semana passada que estuda a criação de uma linha de crédito para reforço de capital de giro das empresas. A obtenção dos recursos, segundo ele, será possível desde que os empresários assumam o compromisso de criar empregos.


