Preservar para prosperar
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quarta-feira, 02 de maio de 2012
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Aplicar capital no meio ambiente se tornou peça chave para o sistema cooperativista. Tais ações são fundamentais para melhorar as condições de sustentabilidade em todas as suas áreas de atuação. De acordo com o último levantamento realizado pela Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), as 236 cooperativas registradas no Estado investiram, em 2010, R$ 24,3 milhões em ações voltadas para o meio ambiente. Para este ano, a expectativa é aplicar R$ 42 milhões. Os números de 2011 ainda não estão fechados.
De todo o montante investido em 2010, 54,3% - em torno de R$ 13,2 milhões - foi aplicado em áreas de reflorestamento. Na sequência, com 16% (R$ 3,8 milhões), ficaram as ações de combate à poluição do ar, seguido de tratamento de efluentes (R$ 2,8 milhões), melhoria de qualidade da água (R$ 2,4 milhões) e projetos de geração de energia renovável (R$ 1 milhão). Para executar alguns desses projetos é necessário parcerias com a sociedade, órgãos governamentais, organizações não-governamentais, funcionários e cooperados.
No que diz respeito às áreas reflorestadas, houve uma evolução no número de hectares entre 2009 e 2010, saltando de 2,1 milhões para 2,6 milhões de hectares, crescimento que gira em torno de 22%. Outros pontos importantes como o das cooperativas com áreas próprias de reflorestamento também evoluíram ao longo destes dois anos: um salto de 17% nas áreas de preservação.
O superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Rickens, relata que em 2012 o valor aplicado em ações ambientais deve quase duplicar, atingindo R$ 42 milhões. A estimativa é baseada no ativo florestal das cooperativas, que vale em torno de R$ 420 milhões atualmente. ''O investimento dobrou em menos de dois anos. Hoje investir em ações ambientais não é mais apenas pensamento, e sim uma necessidade. Quem não faz, não consegue as autorizações ambientais necessárias para movimentar seus projetos no campo'', salienta Rickens.
Grande parte do capital é aplicada nas regiões onde estão alocadas as agroindustrias: Oeste, Noroeste e Centro-Sul do Estado. Estas cooperativas investem, normalmente, em projetos ligados ao tratamento de efluentes, poluição do ar (emissão de gases nocivos) e reflorestamento. ''São temas que as agroindustrias estão diretamente ligadas, pois envolve a produção. Enquanto mais se produz, mais se deve investir nestes pontos'', relata o representante da Ocepar.
Na opinião de Rickens, a aprovação do Código Florestal deve fomentar ainda mais os trabalhos voltados ao meio ambiente para as cooperativas. Para ele, os produtores estão cientes de que a preservação é importante, mas é necessário que a legislação seja viável. ''O investimento é pesadíssimo e não há como escapar, porque é uma necessidade. Hoje temos uma legislação forte, que tem poder de inviabilizar ações das cooperativas que não estão cumprindo a lei nestes quesitos.''


