A crescente preocupação com o meio ambiente abre espaço para o investimento em novas atividades empresariais. A fabricação de equipamentos para reciclagem de produtos e a manutenção da qualidade do ar em empresas são dois setores em alta como opção de negócio.
Como explica o consultor-financeiro Caetano Borgianni Neto, as medidas de tratamento do ar, em empresas, não se limitam à regulagem da temperatura ambiente, mas se estendem também ao controle da eliminação de poluentes em áreas de produção.
Para o diretor da Veranum Tempus Engenharia e Planejamento Técnico, Wili Coluza Hoffmann, existem três tipos de empresas que atuam nessa área. As de consultorias, que criam projetos - setor em que a Veranum vem atuando; as instaladoras, responsáveis pela execução do serviço; e as fabricantes de produtos, formadas em sua maioria por empresas multinacionais.
Uma empresa de consultoria como a Veranum chega a faturar R$ 60 mil mensais. O investimento inicial foi de R$ 30 mil. Já em um empreendimento de instalação de equipamentos, os gastos são maiores, podem chegar a R$ 1,5 milhão. ‘‘Em consultoria, os maiores gastos são com mão-de-obra especializada’’, diz.
Uma opção para pequenos empresários que pretendem investir no ramo de instalação de equipamentos de ventilação é dedicar-se a projetos de menor porte e mais simplificados, em que não há a necessidade de contratação de consultoria.
Já o setor de reciclagem será um excelente negócio, mas apenas nos próximos anos, na opinião do consultor Borgianni Neto. ‘‘Por enquanto, não há produção em escala, o que encarece o preço do material reciclado’’, afirma.
Os produtos mais reciclados são o plástico, o alumínio e o papel. ‘‘A reciclagem do plástico é feita por pequenas empresas; a de alumínio, por grandes; e no setor de papel está surgindo a papelaria artesanal’’, comenta.
Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), a estimativa de consumo de bebidas em latas de alumínio, este ano, é de 6 bilhões. Em 1996, foram 5 bilhões, dos quais 61% foram reciclados.

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