Presentes para as mães têm impostos de até 50%
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terça-feira, 08 de maio de 2007
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O Dia das Mães será celebrado neste domingo. A data, uma das mais esperadas pelo comércio, deve trazer um incremento nas vendas de 10%, segundo expectativas da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). No entanto, cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostram que os presentes mais procurados carregam uma carga tributária que pode variar de 13,18%, no caso dos livros, a 56,99%, que incide sobre um microondas.
Segundo João Elói Olenike, diretor-técnico do IBPT, a carga tributária brasileira é maior sobre os produtos destinados ao consumo final, o que leva os consumidores a arcar efetivamente com o peso dos impostos. Além disso, os índices são diferentes para cada tipo de produto porque obedecem ao princípio constitucional da essencialidade, o que significa que produtos considerados supérfluos pelo governo podem ser taxados ainda mais. Mas os conceitos são bastante subjetivos.
Os impostos sobre roupas e calçados, por exemplo, estão na casa dos 37%, enquanto a conta de um almoço em restaurante traz 33,51% de carga tributária. Já o percentual que incide sobre as flores é de 18,91%. Ao comprar uma geladeira, o consumidor vai pagar 47,06% de impostos, enquanto a taxa para aparelho de som e televisores é de 38% e a do ferro de passar, 44,35%. ''Os impostos sobre artigos de luxo são bem mais altos. O imposto do cigarro, por exemplo, é de mais de 300%'', comenta Olenike.
As taxas que incidem sobre o consumo são IPI, ICMS, PIS e Cofins. Na formação do preço final, ainda são incluídos a CPMF (sobre movimentações financeiras), Imposto de Renda e CSLL (sobre lucro) e INSS e FGTS (tributos sobre a folha de pagamento dos funcionários).
Vendas - Por enquanto, o dia das mães ainda não empolgou os londrinenses. Segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o movimento no último sábado, quando as lojas trabalharam à tarde, foi 17,56% inferior ao registrado na mesma data do ano passado. No acumulado dos primeiros cinco dias do mês, o movimento foi 30% menor do que no mesmo período de 2006. Os dados não são consolidados porque não incluem os resultados alcançados pelas grandes redes de varejo.
Essas lojas fazem as consultas nos serviços das capitais, que só serão fechados 30 dias após o final do mês. Tradicionalmente, os resultados são alterados porque as redes estão vendendo mais do que o comércio local. ''Esperamos um bom movimento durante esta semana até porque registramos uma retenção no consumo nos primeiros quatro meses do ano. Os comerciantes estão bastante otimistas, segundo pesquisa realizada pela Acil, e acreditam que 2007 será melhor que 2006'', afirma o vice-presidente da entidade Marcelo Cassa.
O comércio central de Londrina funciona no próximo sábado até as 18 horas. Embora a Convenção Coletiva de Trabalho, firmada entre comerciantes e comerciários, tenha expirado e a nova ainda não foi fechada, o trabalho nesta data é permitido pelo Código de Posturas do Município porque será véspera de data comemorativa.


