Prepare o bolso: medicamentos terão reajuste de até 5,6%
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
Luciana Constantino<br>Folhapress 
Brasília - O reajuste dos medicamentos com preços controlados pelo governo federal deverá ser, em média, de cerca de 4% neste ano, segundo projeções feitas pelo mercado farmacêutico. A estimativa é que os índices máximos cheguem a 3,7%, 4,6% e 5,6%, dependendo da categoria em que o produto estiver enquadrado.
Os cálculos foram feitos com base na fórmula publicada ontem no ''Diário Oficial'' da União pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. O número oficial ainda depende do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre março de 2005 e fevereiro de 2006, que será conhecido só no início do próximo mês. Com isso, a previsão é que o dado seja publicado em seguida, na segunda quinzena do mês.
Cerca de 20 mil apresentações de medicamentos têm preço controlado pelo governo, entre eles os de uso contínuo e os antibióticos. Se os índices ficarem próximos do estimado pelo mercado, estarão um pouco abaixo da inflação acumulada no período de 12 meses encerrado em janeiro. De acordo com o IPCA, índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a inflação no período está em 5,7%.
O reajuste para o setor é autorizado a partir do dia 31 de março de cada ano. Tem como referência o preço do fabricante praticado no mercado no ano anterior. Em 2005, o governo fez uma alteração na fórmula de cálculo dos índices de aumento dos remédios, estabelecendo três percentuais para diferentes categorias.
A divisão em categorias é feita de acordo com os níveis de participação dos genéricos no faturamento do mercado. Também estão nessa conta a produtividade do setor e a inflação no período. Os índices máximos autorizados pelo governo no ano passado foram 5,89%, 6,64% e 7,39%.
Procurada ontem, a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) divulgou nota informando que só vai se pronunciar sobre o assunto quando o governo anunciar o índice oficial. A federação reúne 15 entidades, que agrupam 267 fabricantes de medicamentos instalados no Brasil. No ano passado, o setor movimentou R$ 22,23 bilhões em vendas (valor nominal sem impostos), alta de 11,1% ante 2004.


