Os preparativos para o abate dos 1.795 animais com aftosa da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira (a 47 km ao sul de Cornélio Procópio) devem começar amanhã, segundo informou ontem o vice-governador e secretário de Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti.''Vamos aguardar a nota técnica e ver se o Paraná fica livre de uma vez por todas dessa história. A expectativa é que tudo possa ser resolvido nesta semana'', afirmou Pesutti.
Na sexta-feira, a juíza federal Vânia Hack de Almeida, convocada para atuar no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, autorizou a União a abater animais suspeitos de estarem com febre aftosa. A magistrada suspendeu a liminar que proibia o abate, obtida pelo proprietário da fazenda André Carioba Arndt em janeiro.
A juíza entendeu que o abate é uma medida necessária, visto que, em caso de contaminação, a doença poderá se alastrar rapidamente, com graves consequências à saúde e à economia públicas. Para ela, ''o interesse público, no caso, prepondera sobre o interesse particular''. ''A recomendação técnica do Ministério da Agricultura não pode ser afastada para proteger o direito de propriedade do autor'', argumentou a magistrada.
Em contrapartida, o advogado Ricardo Jorge Rocha Pereira, que representa o pecuarista André Carioba Filho, disse que esta decisão da juíza não interefe em nada no pedido de liminar feito na última segunda-feira, no qual condiciona o abate ao pagamento antecipado do valor da indenização, estimado em R$ 1,285 milhão. ''Essa decisão foi de uma liminar anterior que tentava impedir o abate dos animais. É um despacho que não vale mais, que não altera os fatores porque perdeu-se o objeto'', argumenta Pereira.
Amanhã, o advogado viaja para o Rio Grande do Sul para entrar com uma petição esclarecendo a juíza sobre sobre o fato. Segundo ele, a liminar que condiciona o abate ao pagamento ainda não chegou às mãos da juíza porque foi impetrada no último dia 13. ''Ela não podia adivinhar que havia outra liminar''.

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