Caio Coronel/ItaipuSala de controle da Itaipu: nova tecnolgia diminuirá possibilidade de falhasProjeto levou em
conta a preservação
da fauna e flora do
Oeste do ParanáA Hidrelétrica de Itaipu foi uma das primeiras grandes obras de infra-estrutura no Brasil a ter preocupação com os impactos ambientais da construção.
Criticada pelo alagamento de áreas agricultáveis e o desaparecimento de Sete Quedas, uma das principais atrações turísticas do Estado, Itaipu implementou, desde o período de construção, um ambicioso projeto de preservação da fauna e flora da região oeste do Paraná.
Do lado paraguaio, a empresa conseguiu preservar a mata nativa já existente. Na margem brasileira, de 1.395 quilômetros de extensão, foi criada uma faixa de proteção, reflorestada com espécies nativas.
São 63 mil hectares, onde estão plantados 14 milhões de mudas, com largura média de 200 metros. Foram criadas ainda sete reservas ou refúgios biológicos em ambas as margens, onde são desenvolvidas pesquisas biológicas. Animais silvestres ameaçados de extinção são mantidos em criadouros até que seja possível reintroduzi-los na natureza.
Para tentar evitar o assoreamento dos solos e a contaminação das águas, firmou-se convênios de cooperação com os municípios banhados pelo lago, em programas de conservação de solo.
A Itaipu Binacional também cuida da qualidade de água do reservatório, que deu origem a um conjunto de praias artificiais, frequentada por 500 mil banhistas durante o verão. São feitos exames periódicos em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para controlar o volume de sedimento, a proliferação de insetos e a contaminação por agrotóxico. (L.F.M.)

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