Premium deve ser vendida a R$ 0,90
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Cristine Pieske Curitiba 
Marcelo AlmeidaSolenidadeRepresentantes da Petrobrás, Repar e da Associação Comercial do Paraná participam em Curitiba do lançamento oficial da gasolina prêmiumA produção de gasolina premium na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, deverá fazer com que o combustível seja comercializado a valores mais baixos que os atuais. Antes do início da produção na Repar, anunciado oficialmente ontem, a gasolina era trazida das refinarias de São Paulo e Rio Janeiro, inflacionando o preço final. Agora, o litro do combustível deverá ser vendido a menos de R$ 0,90.
A Repar deverá produzir anualmente cerca de 7,2 milhões de litros de gasolina premium por mês, destinada aos mercados do Paraná e Santa Catarina. Até o final do ano, a Petrobrás espera que as vendas da gasolina atinjam 5% do mercado de combustíveis, o equivalente a R$ 1 bilhão. No próximo ano, a meta da refinaria é dobrar as vendas, confiando no aumento da demanda da combustível pelos carros top de linha.
A principal característica da gasolina premium é o aumento do desempenho e eficiência dos motores, principalmente daqueles de alto desempenho. O superintendente adjunto da Petrobrás, Alberto da Fonseca Guimarães, que esteve ontem em Curitiba para o lançamento do produto, afirma que a utilização do combustível não é restrito apenas aos veículos importados. O que estabelece as condições de uso, segundo ele, são as característica do motor, que deve possuir taxa de compreensão acima de 10:1. Isto incluiria a maior parte dos importados e alguns nacionais, que dispõem de sensor de detonação, sistema eletrônico de ignição e injeção de combustível.
O superintendente da Petrobrás comenta que a gasolina premium já é utilizada na Europa e nos Estados Unidos há mais de 15 anos, e que o uso no Brasil ainda é recente por falta de mercado. O que faltava no País não era tecnologia, e sim demanda pelo produto, explica. Guimarães acredita que, com o início da fabricação do combustível, o mercado de carros importados também crescerá. Hoje, todos carros produzidos fora do Brasil precisam ter seus motores tropicalizados para poder usar a gasolina nacional.
O coordenador da Câmara Setorial de Combustíveis da Associação Comercial do Paraná (ACP), Geraldo Ormerod, avisa a intenção é estimular os proprietários de concessionárias, locadoras de veículos e posto de gasolina a difundir o produto. O combustível é melhor, e permite performances muito superiores a proporcionada pela gasolina fabricada no Brasil, diz.


