Está em crescimento o número de seguradoras que, além do modelo do carro e do local onde circula, também levam em conta as características do cliente ao definir o preço de uma apólice de seguros para veículos.
É o caso da AIG-Brasil, American Home, Porto Seguro e Itaú Seguros. Nessas empresas, o prêmio (quantia paga pelo segurado) de veículos de mesmo ano e modelo pode ser maior ou menor, de acordo com o perfil do segurado. Para chegar ao preço são analisados diversos aspectos, como sexo, estado civil e até a idade dos filhos.
Dados estatísticos indicam que as mulheres se envolvem menos em acidentes e, nesses casos, os danos costumam ser menores que os provocados por acidentes que envolvem motoristas do sexo masculino. Por isso, quando há análise de risco, as mulheres sempre pagam valores menores que o homem.
Já a definição da idade como fator de risco parte do princípio de que motoristas jovens costumam dirigir de forma mais impetuosa e são inexperientes. Isso fortaleceria a possibilidade de que ocorram acidentes mais frequentes com esse grupo de motoristas. Quem tem entre 30 e 65 anos consegue preços mais baixos.
A questão da idade é tão importante que há seguradoras, como a Porto Seguro, que a colocam como um dos pré-requisitos para que o cliente possa ter o perfil analisado. O outro é ter uma garagem na residência, o que aumenta a segurança do veículo e, por essa razão, o preço pode cair significativamente.
Possuir garagem no trabalho e veículo equipado com algum dispositivo antifurto também pesa positivamente na análise do risco. Da mesma forma, quem é casado e tem filho menor de 16 anos oferece risco menor, porque a possibilidade de o filho sair com o carro é pequena.

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