São Paulo - O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, anuncia hoje durante almoço no Palácio dos Bandeirantes as diretrizes de uma nova política para renovar as relações do país com a América Latina. Diplomatas envolvidos com a visita adiantaram que há forte interesse do Japão em reforçar os laços comerciais com a região. Do Brasil, especificamente, o país estuda comprar sobretudo álcool combustível.
O Japão está em vias de implementar uma nova legislação que prevê a mistura de 3% de etanol à gasolina, uma forma de limitar a dependência de petróleo e reduzir os níveis de poluição no país. O percentual de 3% significa que os japoneses consumirão 1,8 bilhão de litros de álcool por ano. O Brasil, maior produtor mundial de álcool (14,4 bilhões de litros ao ano), quer fornecer para esse mercado.
Koizumi escolheu São Paulo, e não Brasília, para divulgar sua política externa regional porque considera o Estado um marco da presença japonesa no Brasil, sobretudo por conta da forte presença de imigrantes. Dos três dias de visita ao Brasil, o premiê passa dois em São Paulo. Ele veio de Tóquio diretamente para a capital paulista. Pela manhã, vistoriou em companhia do governador Geraldo Alckmin as obras da Calha do Rio Tietê, um projeto de R$ 700 milhões dos quais o Japão financia mais de 50%. À tarde, ainda na companhia do governador, viajou para Pradópolis onde sobrevoou culturas de açúcar, laranja, café e fábricas de papel e celulose. Ele também conheceu granjas de propriedades de imigrantes japoneses, a usina São Martim e um fábrica conjunta da Embraer com a Kawasaki.
Hoje, antes do almoço com o governador Alckmin, o premiê japonês cumpre uma agenda voltada para a comunidade de japoneses e descendentes no Brasil.

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