Premiação da Aberje destaca atuação da Folha
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quarta-feira, 20 de agosto de 1997
Cláudio Loetz Especial para a Folha Joinville 
A Folha recebeu ontem em Joinville (SC) dois dos 18 prêmios concedidos na Região Sul pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje): Mídia do Ano em Comunicação Empresarial - Jornal, e melhor homepage (Internet), pela inovação tecnológica de seu site na rede de computadores. Outras 15 empresas foram premiadas.
O diretor superintendente da Folha, João Antonio Vieira Filho, recebeu as distinções. A premiação é o reconhecimento do trabalho de qualidade e de inovação desenvolvidos ao longo dos últmos anos. A Folha chega a 491 municípios do Paraná e Estados vizinhos. Há mais de um ano a Folha conquistou a certificação ISO 9000, passando por duas auditagens sem reparos, nesse período, afirmou Vieira Filho. Somos um jornal independente, por isso o esforço dos nossos profissionais deve ser ainda mais enaltecido, assinala.
O prêmio Aberje é o mais importante da comunicação empresarial brasileira. Os ganhadores de cada uma das seis regionais da entidade vão concorrer, em outubro, ao Prêmio Aberje Nacional.
Os prêmios foram entregues no encerramento 1º Simpósio Aberje de Comunicação Empresarial de Santa Catarina, que aconteceu ontem em Joinville. O primeiro palestrante foi Carlos Alberto Sandenberg, analista econônico do SBT e da Rádio CBN, que dissertou sobre o tema As relações entre empresas e imprensa. Notícia é tudo aquilo que alguém (governo, empresas, entidades...) não quer ver publicado. O resto é propaganda. A frase de impacto, dita Sardenberg, sintetiza a difícil relação entre profissionais de comunicação que atuam em veículos e de quem trabalha em assessorias de imprensa de empresas.
O comentarista destacou a importância do setor de comunicação dentro das empresas, que precisam se esforçar para convencer os editores dos jornais e revistas sobre a relevância da informação que estão divulgando. Transparência Em sua intervenção, o gerente-geral da Multibrás S/A Eletrodomésticos, Nelson Possamai, defende transparência e clareza nas informações transmitidas pelas empresas. Segundo ele, as maiores dificuldades em se abrir ao público estão nas empresas regionais, de estilo familiar, ainda fechadas à idéia de comunicar-se com o público externo sistematicamente.
O gerente de comunicação corporativa da construtora Andrade Gutierrez, José Eduardo Gonçalves, contou caso de sequestro de dois engenheiros da empresa, há um ano, na Colômbia. A experiência - dolorosa - nos ensinou que jornalismo se constrói com forte base ética, responsabilidade social e humanismo.
As relações conflituosas entre os interesses dos jornais e das empresas se resolvem com o amadurecimento profissional de ambos os lados, comentou o diretor de Redação de A Notícia, Luiz Meneghim. Há empresas que gostam de aparecer quando têm notícias boas e pedem que se esqueça o assunto quando o assunto lhes é negativo. Ressaltou a importância da informação chegar ao leitor de forma correta. Para tanto, a colaboração de assessorias competentes têm auxiliado.
O presidente da Aberje, Ruy Martins Altenfelder Filho, participou do encerramento do simpósio. Para ele, globalização, democracia e comunicação são irmãs gêmeas. O executivo considera a comunicação estratégica e imprescindível tanto para governos, empresas ou entidades que queem se comunicar corretamente com seus públicos.


