Os prejuízos causados aos pecuaristas pela confirmação de falsos focos de febre aftosa serão cobrados da União na Justiça Federal. A não incidência da doença foi confirmada por exames laboratorias e assinados por uma comissão de necropsia, formada por representantes da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab), do Ministério da Agricultura (Mapa), do Panaftosa e dos pecuaristas. O laudo final da comissão, inclusive, será juntado à ação movida pelo pecuarista André Carioba, da Fazenda Cachoeira (localizada em São Sebastião da Amoreira), em tramitação na 3 Vara Federal de Londrina.
Já anunciaram que irão cobrar prejuízos José Moacir Turquino e Alexandre Turquino, da Fazenda Flor do Café (Bela Vista do Paraíso) e Clayton Lopes de Paula, veterinário da Fazenda Santa Izabel (Grandes Rios). ''Há 40 anos me dedico a essa atividade e fui punido porque agi certo. Tenho toda a documentação, as GTAs (Guia de Trânsito Animal), fiz tudo certo e, no caso da Bonanza (fazenda localizada no Mato Grosso do Sul e apontada como elo da transmissão da doença no Paraná) tive que começar tudo do zero'', comentou. A Bonanza, inclusive, só foi considerada foco da doença depois da vinculação epidemiológica entre os Estados.
Já o seu filho Alexandre Turquino complementou: ''Tudo acaba em pizza neste País, mas esse caso vai ser diferente''. O advogado dos pecuaristas Ricardo Rocha Pereira acrescentou que toda a classe produtiva não está satisfeita com a atuação do Mapa. ''Os prejuízos enfrentados são imensuráveis. O preço da arroba, hoje, não cobre os custos e a indenização recebida pelo sacrifícios não representa o valor dos animais se os focos não tivessem sido confirmados. Além disso, a capacidade produtiva do Paraná também foi posta em xeque'', afirmou. (F.M.)

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