Prejuízos estão estimados em R$ 1 milhão
Até agora, os prejuízos estimados pelos proprietários da Fazenda Cachoeira são de cerca de R$ 1 milhão. Esse dinheiro se refere apenas aos animais - 1,8 mil cabeças - que deixaram de ser vendidos. Todos esses animais seriam abatidos durante este mês, até o Natal, seguindo uma escala. Já haviam contratos fechados com frigoríficos e distribuidoras que não foram cumpridos. Os animais estão prontos para o abate desde o dia 10.
''Precisamos desse dinheiro até, no máximo, dia 20 de janeiro para pagar as contas e continuar tocando a empresa. E iremos recorrer à Justiça para garantir esses valores'', afirmou o gerente André Carioba Filho. Segundo ele, somente um desses contratos teria sido cumprido, o primeiro na escala. Conforme documentos, um carregamento com 63 cabeças saíram da propriedade no dia 7 de dezembro, um dia após o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ter decretado a propriedade como foco de aftosa.
Nesta data, a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) ainda não havia sido comunicada oficialmente da existência do foco e, portanto, ainda não havia instalado a barreira sanitária. O gerente tem as Guias de Transporte Animal (GTAs), expedidas pela secretaria e o caminhão foi lacrado pelos técnicos estaduais. No frigorífico, localizado na região de Londrina, o lacre foi retirado por um veterinário do próprio Mapa. O frigorífico onde os bovinos foram abatidos, comercialmente, conta com o Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Na Cachoeira, os 209 animais, que apresentaram sorologia positiva para aftosa, continuam isolados em uma área de 3 mil metros quadrados. (F.M.)





