PREJUÍZOS - O que há por trás da pirataria
O Paraná ocupa o quinto lugar no ranking nacional dos estados que mais têm prejuízos decorrentes da pirataria de softwares. Só em 2009, segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), o Estado deixou de arrecadar R$ 244 milhões em impostos em função do mercado de programas de informática falsificados. Estudo realizado pelo International Data Corporation (IDC), por outro lado, mostra que se o índice nacional de pirataria reduzir dez pontos, caindo de 56% para 46%, a indústria paranaense da Tecnologia da Informação (TI) faturaria R$ 422 milhões a mais, geraria mais 3,7 mil empregos diretos e indiretos e a arrecadação de impostos teria um aumento na ordem de
R$ 96 milhões.
Números como esses mostram que a pirataria não atinge apenas as empresas que têm suas marcas falsificadas, mas resulta em prejuízos diretos para a indústria brasileira e também para quem compra esses produtos. Esse balanço é também um dos principais argumentos usados pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNPC), ligado ao Ministério da Justiça, na tentativa de convencer a população a não comprar artigos do comércio ilegal. Denúncias contra ações de pirataria podem ser
feitas junto a Abes (0800 11 00 39/www.abes.org.br) e APCM
(0800 11 39 41/www.apcm.org.br)
● Questão comportamental aceita no Brasil, é crime por ser violação de propriedade intelectual
●Estima-se atualmente que 65% dos CDs e 59% dos filmes comercializados no Brasil são piratas





