De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela NTC & Logística, entidade privada sem fins lucrativos ligada ao setor de transporte de cargas e logística, entre os anos de 2009 e 2012 o número de roubos de cargas aumentou 7,83% em áreas urbanas e rodovias do Brasil e chegou a 14.391 ocorrências no ano passado.
Os valores subtraídos nessas ocorrências atingiram R$ 963,61 milhões em 2012, o que representa um crescimento de 7,07% em relação a 2009. Os itens mais procurados pelas quadrilhas no ano passado foram produtos alimentícios, farmacêuticos, metalúrgicos e químicos, cigarros, eletroeletrônicos, têxteis e confecções, autopeças e combustíveis.
O Sudeste concentrou esses crimes – em 2012, do total de roubos registrados nacionalmente, 83,64% foram nos quatro Estados da região. O Sul teve a segunda maior incidência, com 6,68% das ocorrências.
A pesquisa demonstra que o crescimento desse tipo de crime na Região Sul vem superando o índice nacional. Entre 2009 e 2012, as ocorrências somadas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul aumentaram 8,96%. Foram 961 roubos no ano passado. Em valores, a variação foi ainda mais expressiva, ao atingir 41,71% - o prejuízo foi de R$ 155,73 milhões em 2012.
Paulo Roberto de Souza, coronel da reserva do Exército, é assessor de segurança da NTC & Logística e responsável pelas pesquisas da entidade sobre roubo de cargas. Ele diz que o Paraná é um dos Estados cujos governos não fornecem dados sobre esse tipo de crimes – o assessor obtém as estatísticas paranaenses por meio de informações de seguradoras e sindicatos locais.
Embora a NTC & Logística não informe dados por Estado, Souza aponta que, por estarem mais próximos do Sudeste, os paranaenses acabam sendo mais visados do que catarinenses e gaúchos. Segundo o assessor, quadrilhas que agem no Sudeste estão começando a atuar mais na Região Sul.
"A circulação de cargas no Sul e no Sudeste, por serem as regiões mais ricas do País, é mais intensa. Quando marginais são reprimidos em certos Estados, por exemplo, em São Paulo, eles migram para outros. As quadrilhas não ficam estáticas, estão sempre mudando de lugar", diz Souza. (F.G.)

mockup