Prejuízo de brasileiros chega a US$ 400 milhões
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sábado, 12 de janeiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo O presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex), Roberto Segatto, estimou ontem que os prejuízos dos exportadores brasileiros que fornecem para o mercado argentino devem estar, em média, em US$ 400 milhões, com a suspensão dos negócios há cerca de 45 dias. Segundo ele, o débito dos compradores argentinos em 2001, de US$ 1,2 bilhão, deve ser quitado em pouco tempo, considerando que a maior parte deste valor corresponde aos negócios entre grandes multinacionais, principalmente do setor automotivo e de autopeças.
Creio que esse problema se resolverá logo, assim que as operações bancárias de lá se normalizarem. O risco do calote é maior para os pequenos, cujo débito é de cerca de US$ 300 milhões, disse. Além disso, segundo ele, os argentinos estão ansiosos para continuar fornecendo os seus produtos ao Brasil, com destaque para as áreas de autopeças e setor automotivo, petróleo e trigo.
Com a compra de produtos argentinos paralisada, a busca desses itens em outros mercados é uma das alternativas do governo brasileiro para evitar o desabastecimento interno, o que poderá ter como consequência a pressão sobre os preços.
Segundo o executivo, 95% do trigo utilizado no Brasil é comprado do país vizinho. No entanto, Segatto avalia que a situação deve se normalizar no curto prazo. O principal problema é político, com as divergências dentro do partido de Duhalde.


