A pecuária brasileira vive dias de tensão com a confirmação de casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul, estado que possui o maior rebanho bovino do País, com 25 milhões de cabeças. O foco localizado na Fazenda Vezozzo, em Eldorado, município que fica a 50 km da fronteira com o Paraguai, resultou no abate de todo o plantel da propriedade - cerca de 580 bovinos.
O governo decretou estado de emergência sanitária num raio de 25 quilômetros do foco. Todo o rebanho - pelo menos 650 mil cabeças de gado -de leite e corte foi interditado. Nenhuma vaca, boi ou bezerro pode ser transportado, embarcado ou abatido. Nem um quilo de carne desse rebanho pode ser vendido, ou um litro de leite, comercializado.
Especialistas afirmam que o consumo de carne contaminada com a febre aftosa, caso venha a ocorrer, não causa risco à saúde humana. O drama da aftosa é econômico. Vários países importadores de carne brasileira suspenderam temporariamente a compra de carnes brasileiras. Os países embargam o produto porque temem que a carne oriunda de animais doentes contamine os rebanhos de seus países.
As regras sanitárias internacionais determinam que animais doentes sejam sacrificados e as áreas infectadas sejam isoladas. No caso do Brasil, por exemplo, a Associação de Comércio Exterior estimava um crescimento de 28% nas vendas de carne ‘‘in natura’’ este ano. O valor chegaria a
US$ 2,5 bilhões, ante US$ 1,962 bilhão em 2004.

É causada por sete tipos diferentes de vírus altamente contagiosos e pode dizimar criações inteiras de bovinos, suínos, ovinos e caprinos. A doença causa febre alta, muita salivação e vesículas nos lábios, gengiva, língua, mamas e patas, sintomas que podem durar 10 dias. A doença impossibilita os animais de pastar, causando perda de peso e diminuição da produção de leite.

Pedido expedido por países para impedir, nesse caso, a exportação de carne bovina pelo Brasil.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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